Paróquia Nossa Senhora de Fátima
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Domingo de Páscoa: A Vitória da Vida e o Chamado à Eternidade

Publicado em 06 de abril de 2026 Por Jan Erik Nascimento Paróquia de Fátima

Na noite deste domingo, 5 de abril de 2026, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Itabuna, celebrou com profunda solenidade a Ressurreição de Jesus Cristo. A missa das 19h, presidida pelo Padre Muryllo Oliveira Reis (Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias – Santa Cruz da Vitória), marcou o ápice do calendário litúrgico e o triunfo definitivo da Graça sobre o pecado.

O Rito da Aspersão: Memória da Purificação

A celebração teve início com a aspersão da água benta sobre os fiéis, um rito que remete à dignidade batismal e à purificação operada pelo sacrifício vicário de Cristo. Este gesto preparou a assembleia para mergulhar no mistério da salvação que, segundo o pregador, foi planejado por Deus desde a fundação do mundo.

Durante a Liturgia da Palavra, o Padre Muryllo desenvolveu uma reflexão contundente sobre a finalidade da vida humana. Reportando-se ao livro do Gênesis e à criação do homem e da mulher, o sacerdote afirmou:

“Deus criou o mundo […] e nos criou para vivermos uma felicidade plena. Deus não nos criou para a tristeza, mas nos criou para sermos felizes.”

A homilia destacou que, embora o homem tenha escolhido o caminho da desobediência, Deus já havia preparado o remédio através de Seu Filho:

“Ele já sabia que o homem iria desobedecê-lo […] e também já sabia que Ele mesmo haveria de vir a este mundo para nos salvar”.

A Páscoa é, portanto, a recuperação daquela intimidade perdida no jardim do Éden.

Ressurreição: Não um Conto, mas um Encontro

Um dos pontos mais profundos da pregação foi a desconstrução da ideia de que a Páscoa seria apenas uma narrativa simbólica. O Padre Muryllo enfatizou que se trata de uma experiência concreta de relação:

“A ressurreição de Jesus não é um conto, um final feliz de um conto de fadas […] mas a experiência de um encontro. Encontro com Cristo ressuscitado.”

O sacerdote exortou os paroquianos a terem “pressa” no encontro com o Senhor, a exemplo de Maria Madalena e dos apóstolos que correram ao túmulo vazio. Ele ressaltou que, embora hoje não toquemos as chagas físicas de Jesus, podemos

“experienciar a ressurreição na presença real de Jesus em Sua Palavra e na Eucaristia que comungamos”.

Encerrada a Liturgia Eucarística, a comunidade paroquial, inflamada pela chama do Círio Pascal, seguiu em procissão pelas ruas do Bairro de Fátima. O silêncio da quaresma deu lugar aos brados de louvor: “Jesus Ressuscitou!”.

Este ato público foi a aplicação prática do convite final da homilia: a mudança de olhar. Citando São Paulo aos Colossenses, o Padre Muryllo lembrou que o cristão ressuscitado deve buscar as coisas do alto.

“Precisamos mudar o nosso olhar de direção; não podemos continuar olhando para as coisas deste mundo, porque sabemos que tudo passará”.

A celebração concluiu-se com um renovado compromisso de conversão. A verdadeira Páscoa, como ensinou o Padre Muryllo, realiza-se na transformação do “homem velho” em “homem novo”. Ao retornarem para seus lares após a procissão, os fiéis levaram consigo a promessa de que o Cristo Ressuscitado caminha à frente dos Seus, fazendo-se alimento e luz nas escuridões da vida.

Álbum de Fotos Disponível

Contém 70 fotos em alta resolução desta celebração. Baixe todas as fotos reunidas em um único arquivo compactado.

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