“Não seja galinha, seja águia: voa para a tua liberdade!” II Noite do V Cerco de Jericó

Na segunda noite do V Cerco de Jericó, a nossa comunidade mergulhou num dos temas mais desafiadores da vida cristã: a cura das emoções. O Padre Vinicius Pinheiro Mascarenhas conduziu a reflexão sobre como os ressentimentos e as mágoas funcionam como muralhas que nos impedem de experimentar a glória de Deus.

O Sentimento e o Pecado

Uma das grandes distinções feitas na homília foi entre o sentir e o agir. Padre Vinicius explicou que ter raiva, tristeza ou decepção não é pecado — é uma emanação natural do ser humano. O problema reside em dar a esses sentimentos o poder de ditar as nossas ações. “Quando a minha raiva fala mal do outro, aí sim é pecado”, alertou.

O ressentimento transforma-se numa doença da alma quando permitimos que ele nos tire a paz. Ao odiarmos alguém, damos a essa pessoa um poder que ela não deveria ter: o de ser o “senhor” do nosso estado de espírito.

A Verdadeira Libertação Interior

A libertação não depende da mudança do outro, mas da mudança do nosso próprio olhar. O Padre partilhou um exercício místico de cura: imaginar a pessoa que nos feriu diante de Jesus e, ali, declarar o perdão.

Ele partilhou que a cura interior pode ser um processo longo: “Eu fiz oração no meu interior por anos para que o meu olhar mudasse”. Não é sobre esquecer o que aconteceu, mas sobre quebrar a corrente que nos escraviza à dor.

Cura da Alma, Cura do Corpo

Citando o profeta Isaías, a homília reforçou que o jejum que agrada a Deus é o de “quebrar as ideias injustas e desligar as amarras”. Esta cura espiritual tem reflexos diretos na saúde física. O Padre mencionou como a ciência moderna começa a entender o fenómeno religioso: pessoas que rezam e vivem a fé tendem a recuperar de doenças mais rapidamente, pois a paz da alma fortalece o corpo.

O Chamado: Ser Águia, Não Galinha

Para encerrar, fomos confrontados com uma metáfora poderosa. Existem pessoas que vivem como “galinhas”, presas ao chão, ciscando nas mágoas e nas limitações emocionais. Mas o cristão é chamado a ser águia.

“A gente não pode ser galinha porque a outra pessoa é galinha. A gente tem que ser águia: voar, voar e voar.”

O tremor da vida pode ser o que nos conduz a subir mais alto. Quando abrimos as asas da fé e do perdão, o vento de Deus leva-nos para além de onde estamos.

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